MITOS FITNESS

“No outro dia, mal me mexia!” Oiço inúmeras vezes esta afirmação, em especial por praticantes que ficam um longo período ausente do ginásio e depois quando regressam querem realizar o treino que faziam como se nunca tivessem parado.
Felizmente o conceito do “no pain, no gain” está completamente errado. Qualquer treino em que no outro dia mal se consegue mexer, acredite, foi tudo menos um bom treino! As dores que sente devem-se às microlesões no tecido muscular provocadas por estímulos demasiado intensos, e logo inapropriados para o corpo. Esta resposta infamatória que o corpo induz, é uma forma de “alertar” que algo não foi bem feito.
Se está fortemente dorido e continuar a treinar só vai agravar a inflamação e poderá levar a complicações mais graves.
Com isto não quero dizer que não deve sentir a intensidade do treino, ou se desafiar, mas sim ajustar sempre à condição física atual, à frequência de treino e também tendo em conta o descanso de forma a potênciar a recuperação para a sessão seguinte.
A evolução tem que ser de sessão para sessão, conheça, oiça e respeite o seu corpo.
Se ainda tem dúvidas, marque já uma consulta on-line de aconselhamento para uma vida mais ativa.
Referências
Flann, K. L., LaStayo, P. C., McClain, D. A., Hazel, M., & Lindstedt, S. L. (2011). Muscle damage and muscle remodeling: no pain, no gain?. Journal of Experimental Biology, 214(4), 674-679.
Zondi, P. C., Van Rensburg, D. J., Grant, C. C., & van Rensburg, A. J. (2015). Delayed onset muscle soreness: No pain, no gain? The truth behind this adage. South African Family Practice, 57(3), 29-33.
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